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Em webinário, gestores escolares do Piauí discutem com Unicef e ASA o retorno às aulas de forma segura

Postada em 23/12/2021 ás 03h29 - atualizada em 10/01/2022 ás 03h47

Em webinário, gestores escolares do Piauí discutem com Unicef e ASA o retorno às aulas de forma segura

Gestores escolares da rede pública, municipal e estadual, e representantes do poder público dos municípios de Lagoa de São Francisco e Pedro II, na região norte do Piauí, além de representantes da Articulação Semiárido Brasileiro, ASA, e do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (UNICEF), participaram na última sexta-feira (17) de um Webinário promovido pelo projeto Água, Saneamento e Higiene, que está sendo desenvolvido na região com o objetivo de debater sobre o acesso à água e à higiene na volta às aulas como um direito humano. 



No geral, 22 escolas da rede municipal dos municípios citados acima, que atendem a 2.755 estudantes das áreas urbana e rural, estão recebendo reforço na infraestrutura de higiene, com a implementação de kits compostos por pia com armazenamento de água, sabonete, álcool 70%, absorventes e máscara.



Raul Guerrero Ávila, especialista em Água e Saneamento no Semiárido, pelo UNICEF, ressaltou que o projeto traz para a discussão um tema importante que é a conscientização sobre a necessidade da higiene para além da pandemia e como o acesso à água é importante neste processo. Ele destacou uma série de vulnerabilidades agravadas pela pandemia, entre elas o aumento do abandono e da evasão escolar, aumento da exposição às violências doméstica, física e sexual e a pobreza menstrual.



“A pandemia veio afetar a presença da criança e adolescente dentro da escola. Hoje, três de cada cinco estudantes perderam o ano escolar na América Latina nesse período da pandemia. Esse é um número bem alarmante e a UNICEF está tentando melhorar através desse projeto, que a gente está desenvolvendo agora em Lagoa de São Francisco e Pedro II, para que nenhuma criança fique fora da sala de aula”.



Raul destaca ainda que nesse novo normal, pós-pandemia, as crianças e adolescentes precisam se adaptar, e isso passa pela necessidade delas de entenderem que a higiene é importante sempre, com ou sem pandemia. “O ato de saber como lavar as mãos, a importância do sabão, do álcool em gel e de outros cuidados que devemos ter, previne infecções que podem vir a partir de uma higiene inadequada. A ideia é que elas possam levar esse ensinamento para além da sala de aula, que levem para suas vidas, para suas vivências, para suas famílias”, reforça.



Raimundo João, da Obra Kolping no Piauí, entidade que executa o projeto nos dois municípios, destacou também a importância do projeto para as escolas que receberam os itens, principalmente na zona rural. “As capacitações que acontecem a partir do projeto, também dão aos gestores escolares uma segurança a mais para receber seus alunos, porque além dos kits, tem as formações”, destaca.



A fala da coordenadora de Programas Educacionais do Município de Lagoa de São Francisco, Marciele Freire, também reforça a importância das atividades de formação para a comunidade escolar, principalmente para os profissionais das escolas do Ensino Fundamental I, que atende as crianças, que são as mais vulneráveis, pois ainda não estão nos grupos prioritários da vacina. 



“Esse projeto tem um impacto bastante positivo, porque não é somente a entrega dos insumos, do álcool, da máscara e outros itens, é também a formação educativa para toda a comunidade escolar. A gente, em enquanto Secretaria de Educação, tem essa preocupação maior com as crianças, e tentamos priorizar o combate a disseminação entre elas, (...) que também traz segurança para os pais, que vão vê seus filhos voltando a esse novo normal”, afirma.



A pobreza menstrual foi um dos assuntos que Marciele Freire destacou em sua fala. Ela lembrou que, na plataforma Busca Ativa Escolar, foi constatado que a evasão entre meninas acontece quando essas começam, ou estão no período menstrual. “Esse assunto ainda gera tabu na sociedade, e o projeto trouxe isso, junto com os absorventes veio pessoas para falar sobre o que é essa pobreza menstrual para os nossos gestores, para a nossa comunidade, nossas alunas. Foi fantástico, porque a gente viu que as pessoas estavam retraídas para falar sobre o assunto, mas no final das capacitações, as mulheres já estavam à vontade para falar sobre o assunto”, pontuou.



O coordenador do Projeto Água, Saneamento e Higiene, pela ASA, Rafael Neves, destacou a importância das parcerias tanto com os dos dois municípios, quanto com o UNICEF e a Fiocruz para se pensar em saúde e água e partir para realizar debates como saúde alimentar e outros temas que entram na pauta dos territórios saudáveis e sustentáveis.



“Construir parcerias, entrelaçar atividades, hoje é fundamental, não é fácil, os tempos das organizações são outros, mas os ganhos são infinitos quando a gente consegue trazer para mesma mesa aqueles que estão atuando no mesmo lado. Se o governo tem virado as costas para programas como o de cisterna, pelo menos, através de ações como essa, a gente tem conseguido trazer o debate da saúde, da educação, da água. 



Último a usar a fala no Webinário, o professor-pesquisador da Fiocruz, Alexandre Pessoa, fez considerações importantes sobre saneamento, segurança hídrica e alimentar, educação e saúde, tudo isso ligado ao direito humano ao acesso a água de qualidade. Ele também destacou a importância das parcerias para desenvolver um projeto que traz para a discussão, além dos cuidados com a Covid-19, a falta de saneamento, especialmente o saneamento rural, que é hoje uma realidade em todo o País.



“Pensar no direito a água, é entender que, por exemplo, ainda no Brasil, em pleno século XXI, muitas escolas e até unidades de saúde, tem problemas com abastecimento d’água, e nós temos que enfrentar a pandemia a partir dessa realidade. A iniciativa do UNICEF em parceria com a ASA e as prefeituras, ao trabalhar a prevenção da Covid-19, a partir das escolas, chama atenção para a questão do direito humano à água, e essa é a questão central, porque sem isso não conseguimos promover saúde”, disse.



O Webinário foi mediado pela jornalista da ASA, Adriana Amâncio, e transmitido pelo canal da Articulação Semiárido no Youtube. O vídeo está acessível na plataforma. Esse momento, também de formação, faz parte da didática do Projeto Água, Saneamento e Higiene, desenvolvido pela ASA, a partir de uma iniciativa do UNICEF, com apoio da JOHNSON’S®️, e das prefeituras locais, cujo objetivo é contribuir com a manutenção de atividades essenciais, de forma segura para crianças e adolescentes, evitando a disseminação do novo coronavírus.



Se você quer saber mais sobre ferramentas e conhecimentos para a reabertura segura das escolas, participe dos cursos online oferecidos pelo UNICEF.



 



1.CURSO EAD, SANEAMENTO BASICO PARA REABERTURA SEGURA DAS ESCOLAS: https://prevescolacovid19.unicef.iprede.org.br/login/index.php



 




  1. SITE INFORMATIVO DA REABERTURA SEGURA DAS ESCOLAS: https://www.unicef.org/brazil/reabertura-segura-das-escolas



 




  1. VIDEO DEMOSTRATIVO PARA UTILIZAR O SITE DA BUSCATIVA ESCOLAR E FERRAMENTAS DE SANEAMENTO BASICO: https://www.youtube.com/watch?v=xx-AtI_ot1w&t=1s


FONTE: Paula Andréas/Asa Brasil
PUBLICADO POR: Kolping do Piauí
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